Livros Escritos

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tributo a Uma Grande Mulher

A História de vida de pessoas notáveis pode e deve ser contata por aqueles que de uma forma ou de outra desejam homenagear alguém por justa causa.
E nesse caso existe uma mulher notável chamada Sílvia Lúcia Costa, ex senhora Vasco Vasconcellos com quem convivi por vinte e dois anos.
Estávamos na década de 70 do século passado fazendo experimentos voltados à projeção de consciência. Para que os trabalhos fossem realizados, tínhamos pequeno grupo e nos reuníamos semanalmente em casa, mais particularmente na edícula especialmente construída para finalidades desse gênero.
O tempo foi passado e quando Waldo Vieira publicou o livro “Projeções da Consciência” pela LAKE, juntei meus experimentos e através de um conhecido mandei para que ele fizesse análise do conteúdo. Pouco tempo depois Waldo entrou em contato com esse conhecido que nos direcionou a ele e passamos a nos comunicar por telefone. Isso ocorreu em Novembro de 1981, sendo que em Janeiro de 1982, procuramos Waldo no Rio de Janeiro e resolvemos unir nossas equipes.
Do pessoal do Waldo havia Wagner Borges e Glorinha, Gilberto Campista Guarino, escritor, tradutor e filósofo. E mais Stil da Rede Globo que trabalhava nos musicais de Roberto Carlos, Programa Armação Ilimitada e posteriormente criou as vinhetas da Rede Globo. Havia também o Rodolfo, Sebastião de Carvalho da Sociedade Ramatis e outros.
Um mês após termos encontrado Waldo ele pediu que fosse localizado um jovem estudante de engenharia da USP no campus de São Carlos – SP, estudante esse chamado Wagner Alegretti e déssemos toda atenção a ele. Assim fizemos e o estudante compareceu duas vezes em casa para apresentar seus conhecimentos a respeito do assunto projeção de consciência. Lembro-me que ele gostava de dizer que na república que morava era chamado de Super Wagner.
Em ambas visitas saiu de casa tarde da noite exatamente às 01h30min da madrugada. Pedi a Sílvia que não se alongasse nas conversas com ele visto que tínhamos que levantar cedo para trabalhar.
Nas visitas iniciais não notamos nada de anormal no rapaz. A princípio chegou dizendo de uma projeção de corpo mental feita por ele. Pelo seu entusiasmo colocava-se muito além das pessoas que faziam projeções de psicossoma. No entanto, durante todo o transcurso do início de nossas reuniões em casa até sua ida para o Rio de Janeiro nunca saiu dessa projeção, ou seja, nunca mais falou ter tido outra projeção, até mesmo as de psicossoma tão desvalorizadas por ele.
Certamente que isso não serve como parâmetro para se checar o nível de projeção de alguém ou até mesmo medir seu caráter. Entretanto, após alguns dias a sua apresentação, aconteceu algo que me chamou a atenção. Na segunda vez que ele foi à nossa casa, um amigo dele de república, foi de moto buscá-lo. Era um rapaz igual a muitos estudantes, era alegre e parecia estar de bem com a vida. Depois de três dias que o conhecemos ele em companhia de Wagner Alegretti, foi apanhado por uma caminhonete na rodovia quando andavam de bicicleta. O caso teve repercussão na cidade visto ser na época uma cidade pequena.
Quase de imediato Wagner Alegretti foi a nossa casa para conversarmos a respeito da projeção de consciência. Foi então que perguntei para ele a respeito se não sabia do acidente visto que era um rapaz da USP, ele então declarou que estava em companhia do rapaz quando andavam de bicicleta na rodovia e o jovem foi ferido mortalmente pela caminhonete e que a vítima era justamente o amigo que fora buscá-lo três dias antes em casa. Disse o Wagner que no momento do acidente o assunto era projeção de consciência.